Taça Davis- as surpresas, as desilusões e os apuramentos históricos para a fase final

Foi um fim de semana de muitas emoções, que terminou com apuramentos históricos, algumas desilusões e surpresas que se apuraram pela primeira vez para o patamar mais alto da Taça Davis, as Finals.

Começando pela nossa seleção, Portugal recebia a República Checa numa eliminatória que se esperava bastante equilibrada. Apesar do apoio constante do público loca, a seleção portuguesa perdeu por 1-3, perante uma seleção checa liderada por Jiri Lehecka (uma das surpresas do Open da Austrália). O apuramento histórico fica assim adiado…

Mais a Leste, a Croácia, semi-finalista da edição de 2022 da Davis Cup, não contou com a presença do seu melhor jogador, Marin Cilic, mas mesmo assim conseguiu derrotar por 3-1 a seleção da Áustria, liderada por Dominic Thiem. A vitória de Borna Coric num duelo diante de Thiem deu a vitória à seleção croata.

Numa eliminatória bastante disputada entre Hungria e França, os locais estiveram perto de surpreender, e até chegaram a liderar por 2-1, mas uma “remontada” gaulesa permitiu à seleção 9 vezes campeã da Taça Davis seguir em frente. As vitórias de Adrian Mannarino e Ugo Humbert diante de Marton Fucsovics e Fabian Maroszan deram a vitória e o apuramento a França, que se apresenta agora com uma nova geração de atletas.

Os Estados Unidos da América não deram chances na deslocação ao Uzbequistão. Mesmo sem Taylor Fritz e Frances Tiafoe, os recém-campeões da United Cup, liderados pelo semi-finalista do Open da Austrália, Tommy Paul, venceram facilmente e deram à seleção campeã 32 vezes da Taça Davis o apuramento para a fase final.

Num dos duelos mais emocionantes, a Suíça foi a Trier derrotar a Alemanha por 3-2. De um lado, Alexander Zverev, do outro Stan Wawrinka, e tudo prometia um fim de semana muito animado em terras germânicas. A perder por 1-2, os suíços fizeram uma grande reviravolta, com a surpreendente vitória de Marc-Andrea Huesler diante de Zverev por 6-2 7-6(4), e depois com a vitória de Stan Wawrinka diante de Daniel Altmaier, numa batalha de 3 sets. Já sem Federer, os suíços apresentam agora uma nova geração, com promessas como Dominic Stricker e Leandro Riedi, e tudo leva a querer que serão um dos maiores perigos na fase final.

Na América do Sul, Nicolas Media ainda deu um ânimo aos colombianos depois de derrotar Dan Evans, mas a eliminatória acabou por ser desequilibrada, com a Grã-Bretanha a vencer os três jogos seguintes e a derrotar a Colômbia por 3-1. Mesmo sem Andy Murray, os britânicos são um dos favoritos a vencer a Taça Davis 2023.

Em Oslo, a seleção local, Noruega, não teve chances perante a Sérvia. Com ambas as seleções a não contarem com as suas figuras principais (Casper Ruud e Novak Djokovic), o resultado foi muito desequilibrado, e os sérvios venceram por 4-0.

Em terras asiáticas, a Coreia do Sul alcançou uma grande reviravolta, ao virar de 0-2 para 3-2, derrotando assim a seleção belga, finalista em 2015. O par Nam/Song surpreendeu o par belga, Gille/Vliegen, e depois Soonwoo Kwon e Seon Chan Hong levaram os sul-coreanos à loucura após vencerem os seus duelos e a darem um apuramento histórico aos sul-coreanos, a única seleção asiática a disputar a fase final este ano.

E por falar em apuramento histórico, a Finlândia aproveitou algumas ausências na seleção argentina e garantiu o apuramento para a fase final da Taça Davis pela primeira vez na sua história. Com uma equipa jovem, liderada por Emil Ruusuvuori e Otto Virtanen e com um dos melhores jogadores da pares na atualidade, Harri Heliovaara, os escandinavos derrotaram a Argentina por 3-1.

Regressando à América do Sul, o Chile derrotou o Cazaquistão por 3-1 e assinalou o seu regresso à fase final da Taça Davis. Cristian Garin perdeu o seu 1º duelo diante do bem menos cotado Timofey Skatov, mas voltou ao court no dia a seguir para derrotar Alexander Bublik e garantir o apuramento chileno. Jarry, Tabilo e Barrios Vera são os respetivos jogadores que representam a seleção e dão alento ao povo do Chile que parece acreditar num “milagre” na fase final da Davis Cup.

Em Estocolmo, a Suécia, liderada pelos irmãos Mikael e Elias Ymer, derrotou a seleção bósnia por 3-1. Claramente favoritos, os suecos perderam apenas o duelo de pares e também irão marcar presença na fase final.

Por último, a vitória da “laranja mecânica”, a seleção holandesa que derrotou a Eslováquia por 4-0 em Groningen. Apesar da ausência do seu melhor jogador, Botic Van de Zandschlup, os holandeses apresentam uma equipa ainda constituída por Tallon Grieskpoor e Tim Van Rijthoven, e ainda os especialistas de pares, Wesley Koolhof (líder do ranking) e Matwe Middelkoop, prometendo ser uma das seleções a ter em conta para a fase de grupos em Setembro.

As seleções apuradas através dos qualifiers, juntam-se às já apuradas, seleções do Canadá, Austrália, Espanha e Itália, para disputarem uma fase de grupos em Setembro deste ano.

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