Entrevista a Maria Garcia- um sonho rumo ao topo do ténis mundial

A Game Set Portugal inaugura hoje uma série de entrevistas às maiores promessas do ténis nacional. Desde o escalão sub-12 ao sénior, estaremos atentos aos atletas portugueses e iremos demonstrar um pouco da vida e dos objetivos das nossas “pérolas” nacionais.

A primeira entrevistada é Maria Garcia: 

Maria Garcia, 16 anos. Apesar de ainda estar estudar, a jovem tenista já vê com bons olhos o seu futuro no ténis.

Atualmente treinada por Eduardo Rodrigues no clube Rackets Pro, a atleta, mais recentemente, alcançou a sua maior conquista ao estar presente na seleção nacional feminina na Billie Jean King Cup. Pouco tempo depois, conquistou o ITF J100 em Lousada, o seu primeiro troféu internacional.

Posto isto, Maria Garcia demonstra um grande potencial para alcançar o sucesso no mundo do ténis, e é vista como uma das grandes promessas deste desporto em Portugal

Embora o começo do ténis tenha surgido de forma lenta, Maria Garcia recorda os seus dias no CIF, clube onde começou a praticar o desporto. “Eu fazia todo o tipo de desporto”. Quando entrei para o ténis, ainda jogava futebol”, compartilha Garcia. O incentivo de um treinador que reconheceu o seu potencial foi o ponto de partida para investir mais tempo e energia nesta modalidade.

Com o tempo, o ténis deixou de ser apenas um hobby para Maria e tornou-se numa paixão mais séria. A jovem atleta ingressou no Colégio São João de Brito (local onde estuda desde o 1ºano), onde pôde conciliar os treinos com os estudos e também com a prática de futebol. No começo, a jovem apenas participava em torneios internos, mas foi a partir daí que ela gradualmente foi se dedicando cada vez mais ao ténis, até que a balança ficou “50/50” entre o futebol e a raquete.

Maria Garcia num dos treinos no Colégio São João de Brito, junto dos seus amigos e colegas de treino

Ao longo da sua carreira ela enfrentou diversos desafios até ao momento, mas existe um que ela considera o mais importante- destaca a superação pessoal como o principal deles. “O principal desafio é superar-me a mim mesma, chegar às minhas expectativas e perceber que tenho que trabalhar muito para alcançar o sucesso”, revela Garcia. Com uma mentalidade focada no crescimento e evolução contínuos, ela está determinada em atingir grandes objetivos.

Maria com o seu treinador, Eduardo Rodrigues

Sendo ainda muito jovem, Maria frequenta o Colégio São João de Brito, e vai agora avançar para o 12º ano. Imediatamente afirmou que não quer entrar no estudo online: “O regime de estudo online está fora de questão para mim”, algo que contrasta com a maioria dos atletas que pretendem seguir a carreira de jogadores profissionais. Por isso mesmo, a jovem ainda frequenta a escola de forma presencial e isso acaba por ser um processo ainda mais rigoroso. No que toca à sua rotina diária, além das aulas matinais e da explicação ao início da tarde, ela dedica-se aos treinos das 15h às 17h, seguidos por treinos físicos.

Maria a competir no Lousada Indoor Open 2022

No que diz respeito aos objetivos e metas a curto e longo prazo, Maria Garcia mantém uma mentalidade flexível. “Objetivos nunca tenho muito bem definidos, pois podem ser alcançados ou não. Mas o principal é superar-me a mim mesma, sentir que não há limites para o que posso fazer no ténis”, afirma Garcia. Em termos de objetivos a curto prazo, ela espera terminar o ano dentro do top-1000 da WTA e ser campeã nacional do seu escalão.

Falando de conquistas marcantes na sua ainda jovem carreira, Maria Garcia destaca que o seu titulo mais importante foi sagrar-se campeã do Campeonato Nacional de Sub-16 e há bem pouco tempo ter conquistado o seu primeiro titulo internacional, neste caso no ITF J100 em Lousada.

Maria Garcia num dos treinos no Colégio São João de Brito, junto dos seus amigos e colegas de treino

Apesar de a sua dedicação ao desporto, Maria Garcia consegue equilibrar a sua vida social com o ténis de forma quase perfeita. Ela considera que a sua personalidade extrovertida e a constante comunicação com as suas amigas, mesmo durante as competições, permitem que ela mantenha uma vida social satisfatória. Embora às vezes tenha que recusar convites para saídas e encontros com amigos, ela acredita que consegue encontrar um equilíbrio adequado.

Além do ténis, Maria Garcia também possui um interesse pelo futebol desde muito pequena e considera-o um hobby relaxante.

Maria Garcia com as suas amigas num dos seus muitos encontros com o grupo

Quando questionada sobre as pessoas que a influenciaram no crescimento pessoal e como jogadora, Maria Garcia destaca a importância de seus treinadores e da família, destacando o papel do seu pai como seu melhor conselheiro. “O meu pai é o meu melhor conselheiro e aquele que está sempre a dar-me na cabeça, o que me ajuda muito”. Eles desempenharam um papel fundamental no seu desenvolvimento e apoio.

Maria com os seus pais após a conquista do ITF J100 em Lousada

Apesar da sua tenra idade e da pouca experiência que tem enquanto tenista, Maria Garcia deixou um conselho: “Sejam felizes a jogar ténis, façam o que gostam, acreditem que tudo é possível”, aconselha Garcia.

Para terminar, a jovem de 16 anos destacou um momento marcante na carreira: a sua participação na Billie Jean King Cup, onde, mesmo não tendo jogado, pôde vivenciar a experiência de estar ao lado de jogadoras mais velhas e uma equipa experiente. “Esta experiência impactante ajudou-me muito a evoluir tanto como jogadora quanto como pessoa”.

Maria Garcia na comitiva portuguesa para a Billie Jean King Cup

Maria Garcia continua a criar o seu caminho no mundo do ténis, repleto de desafios, sonhos e determinação. Com a sua mentalidade resiliente e talento em ascensão, é seguro dizer que a jovem promessa portuguesa tem um futuro brilhante pela frente.

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