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Atualmente no 90.º posto do ranking ATP e a ultrapassar uma crise de resultados e de confiança, Dominic Thiem afirmou que esta poderá ser a sua última temporada da carreira. Numa conferência de imprensa em Schörfling am Attersee, o ex-número 3 mundial e campeão do US Open em 2020 deu o mote para este ano e confessou que estará a ponderar a sua despedida do ténis.
“Vejo isto como a última oportunidade. Se me sair bem tudo pode mudar rapidamente. Já há dois anos voltei da minha lesão e acabei 2022 perto do top 100 e no ano passado fechei como número 98. Devo acabar este ano outra vez próximo destes lugares? Tenho de pensar se isto vale a pena”, afirmou o melhor austríaco de todos os tempos.
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Pelo meio, Thiem afirmou ainda que rompeu a sua ligação ao treinador Benjamin Ebrahimzadeh, após a sua participação no Open da Austrália, onde não passou da primeira ronda. Embora não tenha justificado essa opção, a lenda austríaca sublinhou que os últimos tempos têm sido muito conturbados e era preciso uma mudança. “Desde há dois anos estou num ranking em que não quero estar. Claro que isso me põe à prova. Há muitas coisas que me acontecem agora e nas quais não pensava, como estar preocupado durante muito tempo para ver se entro nos melhores torneios do Mundo”.
Por agora, seguem-se 2/3 semanas de treino para Thiem, que vai abdicar do “Sunshine Double”- Masters 1000 de Indian Wells e Miami. O austríaco vai competir em alguns torneios do circuito secundário para somar mais pontos e poder regressar ao circuito ATP. “Em março quero jogar três Challengers: Szekesfehervar, Zadar e Nápoles. Assim poderei subir rapidamente para o top 70 ou 60 e poderei planificar melhor os próximos torneios porque com o meu ranking de agora é difícil. Cada encontro num ATP 250 é complicado”, confessou o campeão de 17 torneios no circuito ATP.
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