Nuno Borges, o melhor tenista português da atualidade, foi o primeiro representante luso a entrar em ação no quadro principal de singulares, e deu o mote às cores portuguesas com um triunfo em dois parciais diante do ex-top 10 mundial, Lucas Pouille (241.º), vencendo pelos parciais de 0-6 7-6(6) e 6-3.
Com uma desvantagem de 0-6 e 0-2 e um match point salvo pelo caminho, o maiato não gostou da sua exibição, e explicou o que sentiu ao longo do encontro: “Foi um misto de querer muito e não conseguir fazer nada. Não entrei no jogo como queria e o facto de não ter jogado ainda lá não ajudou. Ele já estava mais habituado. Eu senti que estava mais rápido do que ele, mas eu senti-o mais à vontade com as condições. O meu primeiro jogo manteve-me “vivo” no jogo. Consegui dar a volta, não aproveitei… foi uma montanha-russa. No terceiro já me sentia bem melhor. Mentalmente valeu por três jogos, foi mais com o coração!
Visivelmente frustrado ao longo de praticamente todo o primeiro e segundo set, faltaram soluções ao melhor português da atualidade…“Eu estava à procura de soluções, mas não conseguia chegar lá. É difícil porque eu estava a sentir-me bem nos treinos e depois as coisas não entraram da melhor maneira no jogo. Eu queria muito estar a jogar bem no Estoril e acho que me dificultou mais a tarefa do que se fosse num torneio no estrangeiro“, explicou Nuno Borges.
Na próxima ronda, o atual número 62 ATP vai medir forças com o terceiro cabeça de série Lorenzo Musetti, um dos melhores jogadores da atualidade. Apesar disso, Nuno não sabia quem seria o seu adversário na próxima ronda, mas entende que há coisas a melhorar.
“Sinceramente não sabia, estou mais focado jogo de pares amanhã. É muito talentoso e provavelmente é melhor na terra batida, mas mesmo assim esteve muito bem em Miami. Vou tentar jogar com o facto de já estar mais habituado às condições do que ele. Mais fator casa, espero estar a jogar melhor ténis do que hoje e sei que vou precisar se quiser ter hipóteses”, afirmou o maiato.
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