Caroline Wozniacki justifica o seu regresso à competição: “O meu grande objetivo é estar nos Jogos Olímpicos”

Beatriz Ruivo/FPT

Caroline Wozniacki era um dos nomes sonantes a competir esta semana no Complexo de Ténis do Jamor. Em representação da Dinamarca, a ex-número 1 mundial ainda se estreou na competição, mas uma indisposição fê-la desistir do seu embate. Desde aí, a nórdica tem estado doente e depois de ter falhado todos os embates seguintes, Wozniacki esteve presente numa conferência de imprensa.

Com o objetivo de ajudar a sua equipa, a campeã do Open da Austrália em 2018 não tem conseguido ajudar a sua equipa dentro do campo, algo que, notavelmente, não estava à espera.

“Tem sido uma semana difícil, tenho estado muito doente e não fazia parte dos planos. agora sinto-me melhor, vim para aqui ter bons jogos e jogar na terra batida. Era uma das grandes razões pelas quais eu vim cá. É infeliz, mas esta feliz que a equipa esteja a dar conta do recado”, explicou Wozniacki.

De regresso à competição no final de 2023, a vencedora de 30 títulos no circuito WTA afirmou que o regresso aos torneios foi muito natural: “É como andar de bicicleta. Esqueceste de algumas coisas, mas depois vais te habituando, é tudo muito natural. É muito diferente jogar torneios com dois filhos. Na maior parte das vezes eles vêm sempre comigo, traz desafios diferentes, mas é divertido.”

Mãe de dois filhos e reformada, Wozniacki decidiu regressar ao ténis profissional. Mas afinal… porque é que lhe ocorreu isso? “Eu acho que posso derrotar toda a gente quando estou a jogar o meu melhor. Eu tenho um grande objetivo que é jogar os Jogos Olímpicos, e tudo o que vier a partir dali ser um bónus. Eu não tenho nada a prova, acredito em mim e adoro o que faço”, afirmou a dinamarquesa.

Com quase 20 anos de profissionalismo, Caroline Wozniacki já defrontou muitas jogadoras e é conhecedora de tudo o que se passa no circuito. Quando questionada sobre se alguma tenista atualmente pode fazer o que Serena Williams, a nórdica não teve dúvidas: “Perguntam-me sempre isso. Acho que não é justo comparar: a Serena é a melhor de todos os tempos, e é mau compará-las. A Iga Swiatek é muito consistente, mas a Serena é a Serena, a melhor jogadora que eu defronte, ganhou tantos Grand Slams, voltou sempre forte… ela é diferente !”

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