Sara Falcão/FPT
Foi “desiludido e desapontado” que Henrique Rocha apareceu na sala de imprensa do Oeiras Open 3, torneio ATP Challenger de categoria 125 que decorre esta semana no Jamor. O tenista português foi derrotado na primeira ronda da competição diante do francês Ugo Blanchet e fez a análise do que correu mal no encontro na conferência de imprensa pós-jogo.
«Houve alguns pormenores que fizeram a diferença. O serviço, apesar de ter estado melhor do que no Estoril Open, mesmo assim não esteve ao nível que me tenho habituado. É algo em que tenho trabalhado mais. Fiquei desiludido com a minha resposta, falhei muitas respostas ao serviço e isso foi-lhe dando bastante vida. Mérito dele no início de jogo por me criar muita dificuldade na primeira bola, eu acabei por forçar um bocadinho demasiado a resposta. Ele criou essa pressão para eu falhar. Quando o ponto era mais jogado até me sentia superior, mas aquelas duas primeiras bolas são sempre importantes», começou por analisar o jovem tenista português de 20 anos.
No segundo parcial do encontro, Henrique Rocha foi tentando mudar o rumo dos acontecimentos e chegou a lidar por 5-2, mas a situação rapidamente voltou a inverter-se: «Eu fui tentando ajustar a resposta um bocadinho, às vezes sentia que ficava muito atrás, outras vezes tentava ir mais à frente, mas ele também lia bem e variava o serviço. Mas também houve mérito dele por ter jogado bem quando eu variei. No início do 2.º set, até a meio, melhorei um bocadinho isso, mas depois voltei a falhar algumas respostas. Não consegui gerir da melhor maneira».
Em 2024, são três aparições em torneios Challenger em Portugal para Rocha, e nas três acabou por não conseguir superar a primeira eliminatória, mas o tenista que venceu o Challenger de Murcia há 3 semanas não valoriza demasiado o facto: «Os outros 2 torneios foram em condições mais difíceis para mim, indoor rápido. Não sou o melhor servidor aqui e tenho andado a trabalhar mesmo por causa disso. É uma pancada que faz toda a diferença no jogo e nos indoors foi um dos principais motivos. Hoje foi mais um torneio complicado, o serviço voltou a fazer bastante diferença».
Nas portas do top-200, Rocha já tem praticamente garantida a primeira participação na carreira em Roland Garros, na fase de qualificação, e não está debaixo da pressão de somar pontos para o apuramento. Mas, curiosamente, ele até diz que isso por vezes parece não o ajudar: «Provavelmente já devo estar dentro de Roland Garros, mas às vezes parece que quanto menos pressão tenho, pior jogo. Às vezes falta-me qualquer coisinha para roer. É algo que tenho que saber lidar, se calhar não estou a lutar para Roland Garros, mas estou a lutar para Wimbledon, US Open… É sempre algo que tenho que ter na cabeça».
Na jornada de hoje, Rocha formou ainda dupla com Jaime Faria para participarem na variante de pares, mas também aí perdeu para uma dupla francesa e findou a sua participação no torneio. Na próxima semana segue viagem para o ATP Challenger de Ostrava, na República Checa.
