Francisca Jorge fez história ao garantir a sua primeira vitória no circuito WTA, após uma batalha emocionante contra Anastasia Zakharova na ronda inaugural do Oeiras Ladies Open. A tenista portuguesa compartilhou as suas emoções e análises após o jogo na habitual conferência de imprensa, destacando a sua determinação e adaptação ao longo da partida.
“Senti que comecei muito tremida, estava a fazer as coisas certas mas não estava a criar dificuldades. Mantive-me fiel ao plano e consegui sair vitoriosa. Um bocado mais na luta e na garra, especialmente naquela parte final do terceiro set”, expressou a número 1 nacional.
Enfrentando momentos de dificuldade, Jorge demonstrou resiliência ao lidar com três quebras abaixo durante a partida. “Três vezes com quebra abaixo: como é óbvio senti aquilo muito tremido estive várias vezes perto de perder. Acima de tudo agarrei-me muito, aquela reta final foi com pontos estranhos e ressaltos, e a 5-4 joguei muito bem”, compartilhou a tenista vimaranense.
Jorge ressaltou a sua capacidade de adaptar-se ao estilo de jogo de sua oponente e reconheceu a importância de sua versatilidade em campo. “Tenho um tipo de jogo mais versátil, moldar-me à minha adversária, e sem dúvida que ter jogadoras que batem mais forte nestes pisos é mais fácil de contrariar. Tive a sorte e o mérito de ser bem sucedida, e foi isso que me deu o jogo”, explicou.
Quanto ao seu próximo duelo, Francisca Jorge vai medir forças com uma das favoritas a vencer o torneio: a mexicana Renata Zarazua. A atleta portuguesa reconheceu a dificuldade que a espera, mas diz não se sentir pressionada e bastante motivada. “Não conhecia muito, já tinha visto o nome e vi-a no Open da Austrália este ano, mas também não captei nada. A ideia que eu tenho é que é muito lutadora, sei que vai ser um jogo muito duro e a pressão acho que está do lado dela”, concluiu a tenista portuguesa.
