Sara Falcão/FPT
Na primeira final do dia, Suzan Lamens (163.ª) e Clara Tauson (87.ª) mediram forças pelo título do Oeiras Ladies Open,a. prova que marca o regresso do circuito WTA a Portugal, dez anos depois do último Portugal Open.
Depois de terem sido fundamentais para ajudar a sua seleção a subirem de divisão na Billie Jean King Cup ao terem vencido todos os seus encontros nessa competição. Posto isto, somando aos quatro triunfos já alcançados esta semana, ambas as tenistas chegavam em grande forma à final, com oito triunfos em duas semanas.
Com o favoritismo do lado da tenista dinamarquesa, o duelo iniciou precisamente para o lado da tenista nórdica, que pareceu sempre por cima dos acontecimentos. Apesar de ter tido uma quebra de serviço a favor, Tauson “desapareceu” do encontro e permitiu a recuperação à neerlandesa, que fechou assim o parcial inaugural.
No arranque do segundo set, a mais cotada das tenistas foi assistida com uma lesão adutor direito, e o duelo parecia estar resolvido. Com uma vantagem de 5-0 e perante a ex-top 35 incapacitada de se movimentar a 100%, Suzan Lamens chegou a estar perto do triunfo em parciais diretos, mas desperdiçou essa vantagem e permitiu a Tauson conquistar sete jogos consecutivos, tendo, pelo meio, tido três match-points.
A decisão foi assim adiada para um terceiro set, com duas horas já corridas. A verdade é que esta final atingiu contornos épicos e quando tudo parecia encaminhado para o lado da nórdica,- liderou por 4-1- eis que a neerlandesa voltou a agarra-se ao jogo e operou uma enorme reviravolta, conquistando cinco jogos consecutivos para conquistar o troféu de campeã.
Assim sendo, Suzan Lamens conquistou esta maratona épica de 2h56 minutos, selando com os parciais de 6-4 5-7 e 6-4.
Já com um título esta temporada, e na verdade, o maior da sua carreira até esta semana- ITF W75 de Trnava- a jovem tenista dos Países Baixos, que viajou sem treinador, venceu assim o título mais importante em termos pontuais e monetários. Esta semana dá-lhe uma subida de 29 lugares e uma garantia de uma nova classificação máxima no ranking feminino.
