Beatriz Ruivo/Federação Portuguesa de Ténis
Uma semana depois de terem feito história ao vencerem o primeiro título WTA, Francisca Jorge e Matilde Jorge continuam a mostrar a sua força como dupla, conquistando mais um título, desta feita o Oeiras CETO Open. Após vencerem o título, as duas tenistas expressaram a sua satisfação com a vitória na conferência de imprensa.
“Estamos muito contentes, sem dúvida”, afirmou Francisca Jorge. “Acho que jogámos muito bem desde o início, desfrutámos do que estávamos a fazer e estávamos à procura de jogar bom ténis. Senti que também do outro lado não estavam tão entusiasmadas, apesar de estarem a jogar uma final.”
Matilde Jorge concordou, acrescentando: “Sim, acho que entrámos muito bem. Estávamos confiantes connosco, com o nosso jogo. Jogámos muito bem, a um bom nível, e acho que isso notou-se no campo.”
Quando questionadas se este título tem um significado semelhante ao da semana passada, Matilde refletiu sobre a importância relativa das vitórias: “Nós sentimos mais a semana passada do que esta semana, comparando. Todas as vitórias são sempre boas e não sinto que esta seja menos importante, simplesmente nós sentimos menos comparado com a semana passada, a outra final também foi mais disputada… mas ficamos sempre contentes por levar o título connosco.”
A número 1 nacional acrescentou: “Eu sinto-me como a Matilde disse, a semana passada foi um bocadinho mais especial do que esta, mas “relativizamos” um bocado o feito e viemos para esta semana para ganhar outra vez e tínhamos isso muito presente na cabeça. Estas semanas jogámos muito bom ténis e isso refletiu-se no resultado final.”
Quanto ao futuro e à possibilidade de alcançarem o top 100, as duas tenistas estão conscientes do desafio que têm pela frente. A mais nova das irmãs Jorge afirmou: “Pensamos sim, mas para chegarmos ao top-100 também temos de jogar torneios maiores e se calhar 35s/50s não nos levam a esse nível, mas sim temos noção que estamos perto do top 100 e queremos lá chegar como é obvio.”
Francisca Jorge concordou e destacou a importância de priorizarem os singulares: “Eu acho que nós temos noção que somos capazes de o atingir, até brevemente, mas passa mais por ainda priorizarmos mais os singulares e nós ainda não conseguimos jogar assim tantos torneios juntas, torneios maiores. Acho que é também um bocadinho por aí que está a faltar esse passo. Cada uma no seu ritmo (…), mas é uma questão de tempo e de as coisas começarem a acontecer mais.”
