Beatriz Ruivo/Federação Portuguesa de Ténis
O tenista português Jaime Faria conquistou uma vitória muito boa na sua estreia no Oeiras Open e está apurado para a segunda ronda do Oeiras Open 4. Com uma exibição de alto nível, o lisboeta superou o japonês Shintaro Mochizuki por 6-2 e 6-4.
Na conferência de imprensa pós-jogo, Faria revelou ter tido dificuldades em adaptar-se às condições de jogo, mas demonstrou felicidade por ter seguido em frente.
“Estou bastante satisfeito e foi uma boa vitória. As condições não estavam fáceis, mas acho que consegui controlar o jogo e fui aguentando o meu serviço. Ele não é um jogador especialista na terra batida e eu estou muito confortável a jogar aqui, portanto acho que o fator casa foi decisivo”, compartilhou o número 3 nacional após o jogo.
Apesar de uma pequena complicação no primeiro set, onde permitiu uma recuperação momentânea do adversário, Faria manteve a sua determinação e adaptou-se ao jogo, arriscando mais na resposta ao serviço no segundo set, o que acabou por resultar em duas quebras de serviço a seu favor.
Na próxima ronda segue-se um duelo com o vencedor do embate entre o brasileiro Gustavo Heide e o cazaque Dmitry Popko. “Sei que o Heide é brasileiro e tem a minha idade, mas acho que nunca me cruzei muito com ele. Não o conheço muito bem”, disse Faria sobre o brasileiro. Com um maior conhecimento sobre o cazaque, o jovem português pretende observar esse duelo e descansar, acima de tudo: “O Popko conheço melhor e está muito bem e confiante, portanto vou aproveitar para ver o jogo deles e recuperar o meu corpo.”
O tenista do Centro de Alto Rendimento também revelou a sua estratégia para o torneio, optando por não jogar pares para focar-se exclusivamente em Roland Garros. “Não estou a jogar pares porque assim que terminar os singulares quero focar-me só em Roland Garros. Estou perto de entrar e estou confiante de que vou entrar”, explicou o português que está a sete desistências de fazer a sua estreia em torneios do Grand Slam.
Com este resultado, Jaime Faria demonstrou a sua crescente adaptação ao circuito Challenger e a sua determinação em competir nos mais altos níveis do ténis mundial. “Cada vez mais estou a conseguir inserir-me no circuito Challenger, viajei duas semanas para a República Checa e começo a conhecer mais sobre estes torneios”, destacou Faria.
