Com a cabeça nos Jogos Olímpicos, Francisco Cabral revela momento difícil: “Não estou na minha melhor fase, mas vou continuar a trabalhar”

António Borga

Em declarações dadas após a derrota na estreia em Roland Garros, Francisco Cabral analisou criticamente o seu desempenho e compartilhou as suas esperanças para o futuro.

“Os pares por vezes são ingratos. Poucos pontos mudam o desenrolar do encontro e hoje no início do tie-break falhei duas bolas muito fáceis de direita que mudaram o rumo. Estava a ser muito equilibrado, renhido e aqueles erros acabaram por decidir,” disse ele. “São erros que vêm talvez da falta de vitórias que tenho tido. Mas o ténis é assim. Terei mais chances nas próximas semanas.”

Reconhecendo que não está na sua melhor fase, o tenista português mostrou-se determinado a continuar a trabalhar duro. “Tenho de continuar e esperar por um clique numa semana. No ténis, uma semana muda um ano,” afirmou ele.

A espera prolongada devido às condições meteorológicas em Roland Garros não afetou significativamente o seu desempenho. “Toda a gente sabia da meteorologia. Todos os jogadores estavam na mesma posição,” comentou, sublinhando que a situação foi igual para todos os jogadores.”

O jogador português também falou sobre a sua recente parceria com Nicolás Barrientos. “Gosto muito do Nico. Boa pessoa e bom jogador. Podemos jogar bem juntos mas hoje não o fizemos,” admitiu. Explicou que a parceria surgiu após o seu parceiro anterior, Rafael Matos, decidir jogar com Marcelo Melo para os Jogos Olímpicos. “Espero que seja para continuar. Gostamos muito um do outro e para já estamos inscritos em ‘s-Hertogenbosch.”

Em relação aos Jogos Olímpicos, o tenista do CAR foi honesto sobre as suas expectativas e desafios. “Para ser sincero já pensei mais nos Jogos Olímpicos. Foi algo que me prejudicou no início do ano pois sabia que era uma realidade próxima para alguém que há dois anos estava nos singulares a 850, 900, 1000 do Mundo,” disse. Apesar das dificuldades, ele mantém a esperança de participar. “Neste momento estou fora, mas depende de quem joga ou não joga à frente. Sei que estou perto de poder entrar.”

Francisco Cabral expressou um grande orgulho em representar Portugal, comparando a experiência potencial dos Jogos Olímpicos à da Taça Davis. “A cerimónia de abertura… só ver na televisão arrepia. Isso prendeu-me um pouco no início do ano porque quero muito lá estar.”

Por fim, o tenista português comentou sobre o ambiente em Roland Garros, notando que o público está mais barulhento do que o habitual para o ténis. “O público está mais barulhento. Mais ao estilo do futebol e não do ténis. Mas há a linha do respeito,” disse ele. “Enquanto houver respeito, barulho, gritar, saltar é bom para o ténis e só atrai mais fãs.”

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