Jelena Ostapenko é um dos grandes nomes em ação esta semana no Complexo de Ténis do Jamor A número 10 mundial representa a Letónia no Grupo I da Zona Europa-África da Billie Jean King Cup by Gainbridge e está a tentar fazer história para o seu país.
Com a fase de grupos concluída, a letã conseguiu salvar a sua equipa e vencer os dois encontros (singulares e pares), permitindo ao seu país garantir o segundo lugar do Grupo B. Ainda assim, Ostapenko enfrentou muitas dificuldades diante de uma tenista fora do top-150 mundial. Pouco à vontade com as condições de jogo, a letã rematou:
“São os meus primeiros jogos em terra batida e não é fácil, e claro a qualidade dos courts não é muito boa e nada parecida ao que eu costumo jogar no WTA, por isso dificulta sempre. Nunca é fácil jogar esta competição, parece outro torneio diferente. Não joguei bem hoje nem ontem, mas consegui vencer.”
Há dois dias, a campeã de Roland Garros em 2018 foi forçada a um tiebreak de terceiro set diante de Francisca Jorge (190.ª); ontem perdeu com a neerlandesa Suzan Lamens (164.ª); e hoje, precisou de um terceiro parcial para derrotar a turca Zeynep Sonmez (159.ª).
“Nesta competição toda a gente pode ganhar a qualquer uma. O nível aqui das melhores jogadoras baixa muito… há muita pressão em representar o país. Se eu defrontasse estas jogadores noutros torneios o resultado seria diferente”, justificou a letã depois de ter sentido tantas dificuldades nos últimos três dias.
Com este triunfo, a Letónia apurou-se para a Pole dos segundos classificados, onde estarão as seleções da Grécia e Dinamarca. O duelo de amanhã opõem as letãs às helénicas, ou seja, Ostapenko iria medir forças com Maria Sakkari, número 6 mundial.
Mas parece que isso não irá acontecer. Conhecida pelo seu feitio difícil, Jelena Ostapenko saiu do court com a ideia de que não iria jogar amanhã. Mais tarde, justificou o porquê: “Vamos ver o que acontece amanhã, acho que não vou jogar. Amanhã é outro dia, mas acho que já joguei demasiados jogos. Jogar esta competição requer muita energia, jogar e apoiar sempre. Depois de alguns dias sinto-me muito desgastada.” Segundo o que podemos ouvir no exterior, a letã não deve mesmo jogar e poupar-se assim para o duelo com a Dinamarca, a outra equipa do grupo.
Com um currículo fantástico, a campeã de oito torneio do WTA terminou a conferência de imprensa por dizer que não é fácil jogar sem público e nestas condições. Relegada para o campo 8 do Complexo de Ténis do Jamor, a atleta afirmou: “Às vezes penso, o que estou a fazer aqui? Mas depois lembro me que estou a representar o meu país. Tenho de me adaptar a isto tudo, não há nada a fazer.”
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